Chave Pix aleatória: como funciona e quando usar
Resposta curta: a chave aleatória é um código sem significado, gerado pelo sistema do Pix, que você cria no app do seu banco para receber sem mostrar CPF, telefone nem e-mail. Ela pode ser usada para receber vários Pix e o Manual do Banco Central não prevê prazo de validade para ela. O que muda para quem paga é pouco: o app mostra o nome do titular e o CPF ou CNPJ parcialmente escondido, seja qual for o tipo de chave.
O que é a chave aleatória
O Manual Operacional do DICT, o diretório em que ficam registradas as chaves do Pix, descreve a chave aleatória como uma sequência alfanumérica que não tem qualquer significado além de servir como chave Pix. Ela não é de determinação livre: você não escolhe os caracteres, porque o diretório gera o código, no formato UUID, conforme a especificação técnica RFC 4122.
Na prática, uma chave aleatória tem esta aparência, com 36 caracteres e hifens: 123e4567-e12b-12d1-a456-426655440000. Esse exemplo é fictício e vem do próprio Manual do Banco Central.
As outras chaves são CPF, CNPJ, telefone celular e e-mail. Cada uma é um dado seu que você já tem, e a aleatória é a única que não corresponde a nenhum dado pessoal. Para criar, abra a área de chaves Pix do app do seu banco e escolha a opção de chave aleatória.
Ela expira?
O Manual Operacional do DICT não menciona prazo de validade para a chave aleatória. A chave fica registrada até ser excluída. O manual descreve os fluxos de exclusão: por pedido do usuário ao seu banco, por incompatibilidade de dados com o cadastro da Receita Federal e por iniciativa do próprio banco.
Isto é o que dá para dizer com base na fonte oficial. Regras internas de cada banco podem existir, como o encerramento da conta. Se a conta for encerrada, confirme com o seu banco o que acontece com as chaves dela. Não use uma chave aleatória como se fosse um código de pagamento com validade: para cobranças que precisam vencer, o QR dinâmico é o instrumento indicado. Veja QR estático ou dinâmico.
Pode receber vários Pix?
Sim. A chave é apenas o endereço da sua conta no Pix, e não um código de uso único. O QR Code estático é feito para ser reutilizado: o Manual descreve o QR impresso e fixo em um balcão, lido por vários clientes ao longo do tempo. O que torna cada cobrança diferente é o valor e o identificador, e não a chave.
Se você quer cobranças que não se repetem, com um código único para cada cliente, precisa do QR dinâmico do seu banco, e não de uma chave nova.
Limite de chaves por conta
O Manual do DICT limita o número de chaves por conta transacional. Quem tem CPF pode vincular até 5 chaves Pix para cada conta em que seja titular, e quem tem CNPJ, até 20. O limite conta todas as chaves da conta, não só as aleatórias, e vale para a conta, mesmo que ela tenha mais de um titular.
Ter várias chaves aleatórias pode ser útil para separar usos, por exemplo uma para a rifa autorizada de uma entidade e outra para o dia a dia. Como o limite é pequeno, planeje antes.
Por que usar em grupos, cartazes e redes sociais
Quando você manda um código ou um QR, quem recebe pode ver a chave. Com CPF, celular ou e-mail, esse dado pessoal passa a estar no grupo do WhatsApp, no cartaz ou no post. Com uma chave aleatória, o que aparece é uma sequência sem relação com você.
A comparação abaixo mostra o que cada tipo de chave revela a quem lê o código, sem contar o que o app do pagador exibe sobre o titular:
| Tipo de chave | O que quem lê o código vê | Cuidado |
|---|---|---|
| CPF | O número completo do seu CPF | É um dado pessoal. Pense antes de divulgar em cartaz, grupo ou rede social |
| CNPJ | O número do CNPJ da empresa ou entidade | É o número de inscrição da empresa ou entidade. Confirme se é o que você quer divulgar |
| Celular | Seu número de telefone | Quem tiver o código passa a ter o seu telefone |
| Seu endereço de e-mail | Quem tiver o código passa a ter o seu e-mail | |
| Aleatória | Uma sequência sem relação com você | Difícil de ditar ou digitar. Use QR ou copia e cola |
O que a chave aleatória não esconde: pelo Manual do DICT, ao consultar uma chave, o app do pagador pode exibir o nome completo (ou empresarial), o CPF com parte dos dígitos escondida ou o CNPJ, a chave e o nome do banco. Isso acontece com qualquer tipo de chave. A chave aleatória protege o número do seu CPF, do seu telefone e o seu e-mail, mas não o seu nome.
Pontos práticos para cobrança pública, como em um cartaz de igreja, de feira ou de loja pequena:
- Prefira chave aleatória em cartazes e posts, e CNPJ quando a chave for de uma entidade que já divulga o CNPJ.
- Use sempre o QR ou o copia e cola, porque ninguém digita uma chave aleatória sem errar.
- Não use a chave aleatória para dar a impressão de anonimato: quem pagar vê o seu nome no app.
- Confira o nome do titular no app do seu banco ao ler o QR, principalmente em cartazes fixos. Veja QR Code Pix para imprimir.
Como usar no MandaPix
- No app do seu banco, crie ou copie a chave aleatória, com os 36 caracteres e os hifens.
- No gerador, escolha o tipo “Aleatória” e cole a chave. O gerador confere o formato (8-4-4-4-12 caracteres) e avisa se estiver fora do padrão.
- Informe o nome e a cidade, preencha o valor, ou marque valor livre, e gere o código.
- Copie o código ou baixe o QR. Leia com o app do banco e veja se o nome exibido é o seu.
Páginas com esse caso: igreja, Instagram e rifa para entidades autorizadas.
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